segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ricky, o Homo...fóbico?

Árbitro relata xingamento de Richarlyson na súmula
Heber Roberto Lopes explicou porque expulsou são-paulino, que insinuou na saída do campo que juiz é "viado"

O árbitro Heber Roberto Lopes relatou na súmula da partida entre São Paulo e Fluminense que Richarlyson o xingou para ser expulso. O segundo cartão vermelho o são-paulino no jogo, depois do jogador cometer uma falta normal foi criticada num primeiro momento porque o atleta nem o amarelo tinha recebido no lance. O Fluminense venceu por 4 a 1 e reassumiu a primeira colocação do Brasileiro, ultrapassando o Corinthians.

“Expulsei o atleta n° 20 Richarlyson Barbosa Felisbino, do São Paulo, aos 70 minutos de jogo por: após cometer uma falta contra seu adversário, o mesmo dirigiu-me as seguintes palavras: seu f.d.p, v.t.c. Relato ainda que fui informado pelo 5° árbitro quando o mesmo deixava o gramado proferiu as seguintes palavras: além de tudo ele é viado (sic). Nada mais a declarar”. "Viado" é um termo pejorativo utilizado para se referir a homossexuais.

Richarlyson deve ser denunciado pela procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pelo artigo 243 do código penal desportivo, que prevê de uma a seis partidas de suspensão. Isso deve ocorrer apenas na próxima semana e ele pode perder somente a última rodada do Brasileiro, Casio punido, Se pegar mais de um jogo teria que cumprir a pena na Copa do Brasil de 2011.

Além de Richarlyson, Xandão foi expulso momentos antes, mas por cometer uma infração (segurar a camisa do adversário em oportunidade clara de gol), segundo relatou Lopes na súmula.

Fonte: IG

S@lcompimentas: E aí? Será que aquele tal de Grupo Gay da Bahia (GGB) - que adora fazer auê e processar todo mundo para aparecer na mídia - não vai se manifestar dessa vez?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Jeová não aceita", diz pai que recusou transfusão da filha

"Nós não fizemos nada de errado". É com poucas palavras que se defende Hélio Vitório dos Santos, pai de uma garota morta aos 13 anos, depois que ele e a esposa se recusaram a aceitar que ela passasse por uma transfusão de sangue. Atualmente na religião Testemunhas de Jeová, ele diz que na época, em 1993, apenas a esposa Ildelir Bonfim de Souza seguia a fé, mas não se arrepende. "Nós não aceitamos a transfusão e não vamos aceitar nunca", admite. Por questões de fé, os Testemunhas de Jeová não admitem a transfusão de sangue.

Nesta quinta-feira (18), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que o casal irá responder por homicídio diante de um júri popular. Também é acusado no mesmo caso o médico José Augusto Faleiros Diniz, que é suspeito de ter interferido contra a transfusão por ser da mesma fé dos pais da garota e amigo da família. Hélio dos Santos nega conhecer o médico.
A menina Juliana Bonfim da Silva foi atendida num hospital de São Vicente, no litoral de São Paulo, onde deveria receber tratamento para anemia falciforme, uma doença rara do sangue que deforma hemoglobinas. Hélio reclama de não ter sido informado com detalhes sobre a situação da filha e de que não foi avisado que corria o risco de responder por sua decisão à Justiça. Ele responsabiliza o hospital pela morte da menina e diz que ela recebeu "remédio errado", embora não saiba dar detalhes.

Na questão de fé, ele não muda de opinião. Conta que a própria Juliana não tinha o desejo de fazer a transfusão. "A Bíblia nos ensina. Jeová não aceita. Deus não aceita. É uma coisa sagrada para nós", diz com pesar. Sobre ser réu no caso da morte da própria filha, ele fala em dor, mas arremata: "Fazer o quê? A gente tem que seguir a vida".

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine - O senhor está sabendo do julgamento de hoje sobre a morte da Juliana?
Hélio dos Santos - Não, não estou sabendo, não.

Decidiram por levar os pais ao júri popular. O senhor fica surpreso?Fico porque ninguém falou nada, o advogado não falou nada com a gente.
O senhor e sua esposa eram Testemunhas de Jeová ou só ela?Ela era, eu não era.
As Testemunhas de Jeová tem a crença que não aceita transfusão de sangue. O senhor e a sua esposa não aceitaram que a Juliana passasse por transfusão?Nós não aceitamos e não vamos aceitar nunca. A gente tem até trauma de passar naquele hospital. A gente passa na frente e sente mal. Mas temos que levar a vida e não podemos parar, né?

E como foi?
A Juliana estava doente e os médicos disseram que ela precisava da transfusão?Foi mais ou menos assim, né? Porque, sabe... Ninguém soube explicar para nós direito. O que aconteceu é que foi registrado na delegacia lá que nós é que não quisemos fazer a transfusão de sangue. Inclusive nós ficamos sabendo que foi remédio errado que foi dado para ela.
Foi dado remédio errado?É, pelo menos foi o que nós ficamos sabendo. Não temos certeza então não podemos falar. Nós não somos médicos, né?

Tem um médico que está no processo, Dr. José Augusto Faleiros Diniz. Ele era amigo de vocês? Era Testemunha de Jeová?
Não, eu não tenho lembrança.

Vocês foram informados do que poderia acontecer? Que se impedissem a transfusão poderiam ter problemas na Justiça?
Não, ninguém falou nada. A única coisa que conversaram na época... Foi que eu falei pra eles: "se tiver a transfusão de sangue, ela vai melhorar, ela vai ficar boa?". Eles falaram "ah, nós não podemos prometer nada pra você". Daí eu falei que isso eu não aceito. Aí eu falei que não aceitava.

E o que o senhor está esperando agora. Vai ter júri popular, várias pessoas julgando. O que o senhor acha que vai acontecer?
Olha, nós temos a convicção de que nós não fizemos nada de errado. Se fizeram algo de errado foram eles lá no hospital.

Dá para imaginar que tenha sido uma dor muito grande perder a sua filha, mas como é agora o senhor se tornar réu no caso?A dor vai ficar com a gente, né? Mas fazer o quê? A gente tem que seguir a vida. Não tem o que falar.

A Juliana tinha 13 anos na época?
Isso, novinha. Mas ela mesma tinha convicção de que ela também não queria fazer a transfusão.

Eu gostaria que o senhor me explicasse um pouco melhor, por que é que não pode fazer transfusão?
A própria Bíblia nos ensina. Jeová não aceita. Deus não aceita. É uma coisa sagrada para nós. O sangue é da pessoa, não pode receber por meio de outras pessoas.

Se o senhor pudesse voltar atrás, mudaria de ideia? Aceitaria a transfusão?
Não, não.

Fonte: Terra

S@lcompimentas: É um absurdo essas coisas ainda acontecerem hoje em dia. O pai, pelo que se percebe, ama muito a filha perdida e realmente não tem culpa. É ignorante e enganado na fé por aproveitadores destas seitas fundamentalistas mirabolantes que inventam regras para tudo. O pior é que se consideram cristãos-não trinitários (se é que é possivel existir tal aberração), sendo totalmente judaizantes e distantes do Evangelho.
Nesse caso específico, os maiores culpados são Charles Taze Russel (o fundador das Testesmunhas de Jeová) e a Sociedade Torre de Vigia (corporação jurídica que controla a seita). São eles que enganaram e continuam enganando pessoas simples, que têm suas vidas controladas em prol da "ideologia" do grupo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Começou como Marcos, terminou como Rogério Ceni



De herói a vilão... A cena é do "clássico" entre Sheriff e Olimpia, pelo campeonato Moldavo. Isso mesmo, existe futebol na Moldávia...rs

sábado, 6 de novembro de 2010

Tweets racistas contra nordestinos

O pai da estudante de Direito Mayara Petruso, que teria postado mensagens contra nordestinos no Twitter e que pode ser alvo de investigação do Ministério Público Federal, defende que, se a filha cometeu o crime, ela deve ser punida. Ele também se disse contrário ao teor das postagens. “Ela nem imagina o quanto o Nordeste é lindo e o quanto os nordestinos são boa gente”, disse ele.
Na casa da mãe de Mayara, a avó Magda Penteado informou que a jovem está em São Paulo, incomunicável. “Ela está muito abalada e não vai falar com ninguém. Se ela fez algo errado, cabe à Justiça decidir a punição”, disse. A mãe de Mayara, Luciana, foi a São Paulo ficar com a filha, segundo a avó.

O G1 conversou com Antonino Petruso no escritório de um de seus dois supermercados em Bragança Paulista, a 90 km de São Paulo. Ele contou que, apesar de pai, não é próximo de Mayara. A jovem de 21 anos é fruto de um relacionamento extraconjugal de Petruso. Ele tem ainda três outras filhas, que segundo ele, estão sendo perseguidas sem nem conhecerem a irmã.“Minhas outras filhas estão sendo atacadas. Minha caçula, que também faz Direito, foi ridicularizada em sala de aula”, contou Petruso. “Se a Mayara fez isso, ela precisa ser punida. Mas minhas outras filhas não tem nada a ver com isso”, disse.

O caso começou no domingo passado, após a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. Irritados com a decisão das urnas, alguns usuários do Twitter começaram a insultar moradores do Nordeste. Entre as mensagens estava a de uma usuária identificada como Mayara Petruso.Ao longo da semana, o Ministério Público Federal recebeu documentos da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco e da procuradora regional de São Paulo Janice Ascari pedindo a investigação do caso.


O MPF prepara um laudo que deve ficar pronto na próxima semana. A Polícia Civil também abriu inquérito sobre as mensagens. Se ficar comprovado o crime, Mayara pode responder por racismo e incitação ao homicídio. Antonino Petruso contou que a família tem sido alvo de críticas. “É preciso separar as coisas. Se ela pensa isso, é um pensamento dela, individual. O resto da família Petruso discorda totalmente dessa mensagem”, disse ele.


Vítima de um sequestro onde acabou levando um tiro nas costas, Petruso tem medo da violência e evita sair em fotos. Ele é dono de dois mercados. “Não é nada grande. Somos de classe média, gente simples.”O pai acredita que Mayara “não sabia o que estava dizendo”. “Realmente não acredito que seja o que ela pensa. Mayara é uma jovem carinhosa com as pessoas. Ela é tranquila, até um pouco tímida. Não é uma menina arruaceira”, afirma.


Para o empresário, ela falou “uma bobagem no calor do momento”. Eleitor de Dilma, ele acredita que Mayara “nem entende nada de política.”“Às vezes, as pessoas se transformam quando estão atrás de um monitor. É por isso que esse caso precisa ser punido, para que sirva de exemplo para outras pessoas que pensam a mesma coisa. É triste que tenha que ser a minha filha, mas é a lei”, disse.


Ele também afirmou que vai ajudar a pagar um advogado para Mayara se for preciso. “Não para que ela seja inocentada, caso seja culpada. Mas porque ela tem direito à defesa e é minha filha.”

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A vida no Tucanistão


Estimados leitores, noves fora cá estamos, todos inteiros, uns chamuscados, outros contentes, mas no rumo certo que é o da democracia firme forte, nos levando, esperamos, para nos transformarmos daqui a algumas décadas em uma Dinamarca dotada de ginga.
O que vemos no pós-resultados, é que o Brasil é cada vez mais um país tomado por governos de centro-direita a centro-esquerda, com matizes tropicais por todo lado, claro. Mas a direita, a boa e feroz direita, perdeu, e muito, espaço, fora de Santa Catarina, que segue com o DEM, sabe-se lá por que.
Olhando para o mapa, também dá pra ver que o PSDB, se não emplacou o seu candidato na Presidência, saiu melhor do que entrou, conquistando tantos governos estaduais que, para maior eficiência administrativa - e isso é um segredo ao qual essa coluna teve acesso exclusivo, mediante o pagamente de propina de um pão de queijo e um caldo de cana para o motoboy que levava os mapas para fazer Xerox, - resolveu implantar o que orgulhosamente apresentamos aqui e agora, para você fiel leitor: bem-vindo ao mais novo e mais emergente país emergente do mundo, também conhecido como Tucanistão.
O Tucanistão é parte integrante do Brasil, e, claro, tem fim programado para 2014, quando ele pretende finalmente englobar o que ainda não é São Paulo. O Tucanistão não é absolutamente separatista, e nem faz sentido isso quando tudo que você quer é o todo, mesmo enquanto se contenta em lamber as partes, não é mesmo?
Mas o Tucanistão terá as suas particularidades, claro, consequência da sua dinâmica política, cultural e gastronômica, e essas serão as suas marcas principais, e a exigência de que a sigla BRIC, mude para algo como BRICTBRax, que combina melhor com a visão internacionalista do seu governo e aproveita parte de uma logomarca pela qual que eles pagaram uma grana preta e nem usaram direito.
O Tucanistão terá traje oficial e criado pelo Empório Armani. Mas nas sextas-feiras toda a população masculina estará liberada para andar por aí com camisa social de qualquer cor, desde que azul e colocada para dentro das calças, preferencialmente beges e com cinto de couro marrom; sapato, Democrata.
O Tucanistão terá uma igreja própria, por conta de compromissos de campanha, e inovará criando o primeiro Papa evangélico de que se tem notícia. Os mais cotados para o cargo são o Silas Malafaia e Wellington Jr, claro. Houve alguma demora enquanto se decidia se o melhor sistema era o de concessão ou de partilha, mas após decisão do concílio, o papado vai mesmo a leilão, que acontece nesse instante na FIESP. Acompanhem para ver se já saiu fumacinha branca do telhado, por favor.
Por uma política de irradiação de características regionais importantes para a alma tucanistana, a língua oficial vai ser, claro, o português, mas na sua versão falada em Pindamonhangaba, e, por esse motivo, fica abolido oficialmente o uso da letra "r". O hino está sendo composto nesse instante, mas o ritmo ainda está por ser definido entre sertanejo uspiano e modinha de viola.
Pais e mães terão plena liberdade na escolha dos nomes dos filhos, mas haverá incentivos fiscais para quem preferir Maurício para eles, Patrícia, para elas.
A capital federal vai estar situada, ora, óbvio; e a sede do governo vai ser construída no Itaim em um estilo neoclássico desenvolvido especialmente pela Cyrela para essa finalidade, e que vai ter uma filial da Daslu, uma Casa do Saber - que fará as vezes de Ministério da Cultura, e até mesmo uma sala de uuuuns vinte metros quadrados para os grandes comícios que o PSDB promove de tempos em tempos.
O Tucanistão, como entidade do século 21, vai experimentar várias modalidades de governo em seus diferentes territórios, incluindo a monarquia parlamentarista, a democracia representativa ma non troppo, o coronelismo, e o sistema de clãs tribais em voga na sua fronteira mais ao sul - isso porque São Paulo, como capital federal e sede do império, é quem vai mandar mesmo.
O Tucanistão é pacifista, a não ser que o Zé Dirceu apareça no outro lado da rua, e não pretende impor a sua ideologia a quem quer que seja. Mas Minas Gerais vai ser tratada como território ocupado por conta de umas diferençazinhas que talvez existam entre as lideranças daqui e de lá. Um interventor vai ser nomeado, e o Aécio exilado em Brasília.
Como posicionamento político básico, o governo tucanistano vai ser de oposição, embora ainda não tenha certeza bem como. Sabe-se que, para praticar a saudável arte de ir contra tudo isso que está aí, a militância realizará um treinamento de campo, se opondo a tudo que acontece no Paraguai e na Bolívia. Dali para desafios maiores, é um passo.
O Tucanistão, em sua totalidade, vai ser uma democracia representativa, representada, sempre, por um grande conselho formado por um número significativo de líderes do PSDB, em um total nunca superior a três. Os DEM também fazem parte, claro, mas preferem não aparecer.
Em mais um passo na busca de economia e eficiência, a imprensa oficial passa a ser o Estadão, para não se perder mais tempo com estruturas sobrepostas, e o pedágio nas estradas será dobrado para as pessoas terem alguma coisa a reclamar, já que todo o resto está praticamente solucionado, e bem.
Uma negociação intensa já foi iniciada para que a parte norte do Tucanistão tenha acesso ao mar, antigo e justo anseio dos mineiros e uma provável causa de a província se manter tão rebelde. Trancoso será ocupada, pelos métodos necessários, e transformada num paraíso para os que não queiram passar oito horas na Imigrantes tentando chegar ao litoral tucanense.
A moeda será o real, e o resto do Brasil que adote outra, porque essa foi criada por quem mesmo?
Relações amistosas serão mantidas com Brasília, mesmo enquanto ela permanecer nas mãos de insurgentes, e uma reforma no fuso horário vai ser ampliada para reduzir o período de um dia, que passa a ter doze horas e assim, 2014 já chega no ano que vem. Isso, para alívio de todos os brasileiros que não aguentam mais o radicalismo sindical que tomou conta da República e hoje nos faz viver em uma ditadura da qual só é possível escapar por conta do fato de a nossa moeda estar tão forte e todo mundo ter acesso a viagens aéreas, em mais uma demonstração do fracasso da administração usurpadora do Lula.
Escândalos são revogados, e qualquer irregularidade de até quatro bilhões envolvendo o Metrô será tratada como coisa menor e sem importância.
Como o Tucanistão é a terra das oportunidades, Paulo Preto poderá se candidatar ao cargo de iminência parda da República Tucanistana, bastando para isso topar uma mudança no apelido.
O Tucanistão será um lugar progressista e divertido, onde todo mundo vai poder andar livremente e em segurança. Objetos perigosos serão removidos das ruas, bolinhas de papel se tornarão armas de uso exclusivo da ROTA e bolinhas de sabão declaradas armas químicas e, consequentemente, banidas.
Bem-vindos todos ao Tucanistão. Tragam seus pobres, seus doentes, seus fracos. Que a gente manda loguinho pra longe daqui, onde eles vão ser bem, mas bem mesmo, melhor recebidos.

Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe", publicados pela editora Projeto.
Fonte: Terra