quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Palmeiras deveria ter feito parceria com a empreiteira oficial

Todo dia tem uma nova exigência e a Arena do Palmeiras não sai do lugar.
É bem provável que o “Itaquerão, Ricardão, Roubão, Gambazão ou Fielzão”, seja inaugurado bem antes da nova Arena Palestra Itália.
O Palmeiras errou na parceria. Devia se juntar a empreiteira oficial, como não se juntou só terá obstáculo para reformar o seu estádio que tem mais um pecado nesta história toda, ele já existe, se não existisse seria fácil resolver a julgar pelos últimos acontecimentos.
Construir estádio é um alto negócio às vésperas da Copa do Mundo. E bota negócio nisso.
Desculpem a palavra, mas o que estão fazendo com o Palmeiras é sacanagem.
Estão protelando o início das obras com pedidos absurdos e fora de propósito.
São os mesmos que autorizaram a construção de um enorme Shoping ao lado do estádio, mesmo contra laudos bem feitos e o protesto de quase todo o bairro.
O trânsito ficou caótico na região da Avenida Pompeia e Avenida Francisco Matarazzo e as autoridades nem aí. Tudo certo. Quanto será que custou tudo isso, hem?
O Palmeiras tem um projeto bem definido, nunca quis abrir Copa do Mundo, se ofereceu para alguns jogos se fosse necessário já que o estádio teria capacidade para 45 mil espectadores, está bem localizado, existe ali há muitos anos e o projeto contempla um estacionamento que ajudaria a esvaziar bastante o trânsito da região mesmo em dias sem jogos.
Pois só isso não basta. É preciso mais, quanto a gente não sabe, mas desconfia.
As autoridades “competentes” estão exigindo que o Palmeiras informe quantos jogos a Arena receberá e quantos shows vão acontecer no local.
Bom, é melhor sentar e fazer as contas. A vida da nova Arena deve no mínimo durar uns bons 50 anos, vai calculando aí amigo e chegue à uma conclusão.
É uma exigência descabida. Era melhor dizer que a Arena só poderá receber dois jogos por semana em horários compatíveis com a lei do silêncio e que os shows também teriam um prazo de realização entre um e outro.
Poderia ser contestado, mas haveria embasamento no pedido, seria mais compreensível.
Pedir assim aleatoriamente é justamente porque não quer aprovar ou porque acha que o futebol tem bola sempre.
No quesito impacto sonoro faz lembrar aquela piada racista envolvendo três astronautas da Nasa.
A nave estava com problemas e um deles teria que ser jogado fora. Eram dois brancos e um negro.
Para os brancos perguntaram os nomes dos últimos presidentes dos Estados Unidos e como se chamavam um grande cantor de olhos azuis com a apelido de “A Voz”.
Sabiam de cor os nomes dos presidentes americanos e o cantor só podia ser Frank Sinatra. Acertaram em cheio.
Para o negro perguntaram qual a população dos Estados Unidos, quantos existiam no país e ele respondeu na hora. Pergunta final e fatal: “Por favor, o endereço e o número de identidade de cada um deles?”
Para o Palmeiras perguntam qual vai ser o impacto sonoro dos jogos à noite. É como se nunca o clube tivesse jogado neste horário no seu atual estádio.
Querem saber se o barulho da torcida, dos rojões, das buzinas e dos pneus dos carros, ultrapassarão os decibéis permitidos pela lei do silêncio.
O Palmeiras terá que fazer um teste para provar que isso não ferirá a lei em questão. Mas fará um teste no estádio atual para comprovar o barulho no estádio futuro que será maior e com um acústica muito melhor.
Já fico imaginando. Noite dessas, refletores acesos, jogadores fingindo que tem jogo em campo, torcedores convocados para lotar o estádio e os carros buzinando e brecando com força, cantando pneus e outros torcedores brigando do lado de fora.
Uma barulheira total. Este será o teste final. Estão de brincadeira ou não?
Mas se mesmo assim, o teste provar que isso não fere os sensíveis ouvidos das autoridades, outras exigências virão.
Dirão que o estádio faz sombra na vizinhança, que o trabalho de reconstrução vai incomodar os vizinhos, dirão que os passarinhos deixarão de voar e se perderão na poeira e dirão tudo o que for preciso para protelar a reforma da Arena.
Bem feito para o Palmeiras. Quem mandou não fazer parceria com a empreiteira oficial?

Fonte: blog do Luís Carlos Quartarollo

S@lcompimentas: Em outras palavras, o consórcio Palmeiras/Wtorre estaria sendo boicotado pela Prefeitura e Poder Público para que isso beneficie a Odebrecht - construtora oficial do estádio do Corinthians e que, todos sabem, é a empreiteira oficial e queridinha do Governo Federal (ao lado do capital te Eike Batista). Sem um estádio concorrente na cidade, a estrutura da Obedrecht estará sozinha para receber os principais eventos/shows da cidade e a Copa também.

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