segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O caso da malagueeetaaa!!!

Calejada pelos azares da vida e pelo peso do trabalho de quase três décadas de sol e chuva, a agricultora de 52 anos de idade fica aturdida ao descobrir que o marido, um servidor da Prefeitura de município gaúcho, depois de 27 anos de casamento, mantinha um caso com uma fogosa jovem de 25 anos.

Repetidas noites, a agricultora tentou ser insinuante para reconquistar a exclusividade do marido - foi em vão. E a cada manhã que se sucedia à alcova infeliz da véspera, ela foi arquitetando a vingança, após repartir com a filha do casal, e uma amiga, a dor moral de ter sido enganada.

Muniram-se as três da “arma” de vingança: era algo discreto, de uso rotineiro na preparação do almoço caseiro, objeto capaz de ser facilmente escondido. E assim se foram as três à casa da rapariga, onde o encontro foi rápido, com palavrões, tapas etc. Passo seguinte foi a imobilização da rival - coisa fácil de conseguir pois as duas jovens amigas, partícipes da vingança - ao contrário da esposa enganada - eram musculosas.

De imediato, o uso da "arma": um vidro com molho de pimenta malagueta. Imobilizada, a jovem teve sua calcinha retirada e a agricultora pingou, com vigor, diversas gotas do tempero, pertinentemente aplicadas justamente naquele local do corpo da moçoila que tanto chamara a atenção do motorista adúltero.

Rápido, as três bateram em retirada - a cena semifinal não durou mais de um minuto. O caso repicou na delegacia de polícia, foi ao foro da comarca e terminou no tribunal.

A agricultora foi denunciada por infração ao artigo 129 do Código Penal, sendo condenada a cinco meses de detenção, em regime aberto. O juiz de primeiro grau e três desembargadores da corte foram coincidentes num ponto: “a própria ré admitiu a prática da agressão insidiosa”.

No foro, o caso ficou conhecido como "o processo da malaguEEETTTAAA".

Sempre com proposital entonação nas três letras finais do vocábulo. Justamente porque rimava com...(adivinhem!).

Fonte: Espaço Vital

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