segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pastor Zangief em Street Fighter

Depois do pastor Ryu mostrar todas suas habilidades de artes marciais (reveja aqui), mais um personagem da lendária série Stret Fighter deu suas caras pelas comunidades neopentecostais brasileiras... Estamos falando do pastor Zangief, o fenômeno do momento quando o assundo é tentar ganhar do capiroto na pancadaria... Advinhem de quem ele é 'discípulo'? Claro que só poderia ser do 'pastor' Marcos Feliciano!

Vejam primeiro o vídeo normal do pastor Zangief... Reparem que ele dá um "Pilão" - aquele tradicinal golpe do lutador russo que gira o corpo usando os punhos para atingir o oponente:



Agora, vejam a comparação com os golpes reais do personagem no videogame... É igualzinho, não?

A cura para a TPM vem granulado!!!

A marca de brigadeiro gourmet Maria Brigadeiro está lançando uma caixa especial para combater a temida TPM feminina. A embalagem, em forma de caixa de remédios, traz oito brigadeiros de diferentes sabores.



Caixa de brigadeiro contra TPM da Maria Brigadeiro
A brincadeira de apaziguar o mau humor com o doce de chocolate foi ideia da proprietária Juliana Motter, autora de “O Livro do Brigadeiro”. “Sempre funciona”, garante.
A caixa está à venda por R$ 30 na loja do ateliê.

Vi no PavaBlog, com informações da Folha

Pastor Ryu: sapatinho de fogo

Tem gente que defende... mas essas igrejas neopentecas sapatinho de fogo só me aprontam. Por mais que muita gente tente defender, temos que concordar que algumas atitudes que eles fazem no culto são extremamente bizarras. Passeando pelo Youtube, encontrei vídeos muito engraçados de pastores que se sentem verdadeiros personagens de games do tipo 'Street Fighter'... Vejam, por exemplo, o Pastor Ryu

Primeiro, ele dá um Shoriuken num obreiro/presbítero:




Depois, num outro dia, ele dá um Radouken na igreja... Vejam essa versão (algum engraçadinho colocou efeitos especiais e ficou demais) :





Repare que ele fala línguas estranhas... será que é japonês?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ofertório não contabilizado

Universal é investigada nos EUA por remessas suspeitas, diz jornal

A promotoria de Nova York está investigando a Igreja Universal do Reino de Deus nos EUA por suspeita de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro e conspiração, o que pelo Código Penal brasileiro seria chamado de formação de quadrilha. Segundo reportagem da Folha de São Paulo desta terça-feira, dois doleiros brasileiros teriam confessado a promotores americanos, em acordo de delação premiada, a remessa ilegal de valor equivalente a R$ 420 milhões do Brasil para Nova York, no período entre 1995 e 2001. As remessas seriam de R$ 5 milhões por mês, segundo a dupla.

Os investigadores americanos tentam descobrir o que a Universal teria feito com esses recursos nos EUA. A investigação é feita em caráter sigiloso e tem entre os seus alvos o bispo Edir Macedo e a tesoureira da igreja em Nova York, Regina da Silva. Segundo a reportagem da Folha, o advogado criminalista da Universal Antônio Sérgio de Moraes Pitombo diz que não pode se manifestar sobre a investigação da Promotoria de Nova York porque se trata de um caso de cooperação internacional entre Brasil e EUA, cujas informações são confidenciais. Ele confirma, porém, que a apuração existe. Ainda segundo a reportagem, para o advogado há centenas de casos de delação premiada nos EUA em que supostos colaboradores da Justiça mentem para proteger clientes ou para colocar a polícia atrás de pistas falsas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Após evitar estupro da irmã, jovem americano vira hit no YouTube

Antony Dodson, um morador do Alabama (EUA), acordou com os gritos de sua irmã no final de julho, no momento que um criminoso invadiu seu quarto e tentou estuprá-la. Dodson impediu, contudo, o criminoso conseguiu fugir através de uma janela, antes de a polícia chegar ao local.
A história para Dodson, no entanto, não acabou por ai. Indignado, ele concedeu uma entrevista a uma TV local e o vídeo acabou indo parar no YouTube. Os usuários podem ver o vídeo original da entrevista (com legendas em inglês) abaixo:




Diversos internautas editaram e remixaram trechos do vídeo da entrevista de Dodson, para que o vídeo parecesse um videoclipe de uma música, que eles chamaram de "Bed Intruder Song". Uma dessas versões, feita pelos irmãos Gregory, já foi exibida mais de 10 milhões de vezes por meio do YouTube:




Com a fama, grandes redes de TV já entrevistaram Dodson, que não esperava ter fama, nem aparecer na TV. Menos de um mês após a invasão, Dodson já possui um site próprio na internet, por onde divulga a versão da música disponível por meio da iTunes Store e vende camisetas estampadas com sua foto e trechos da música.

Vi no IG

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Já para o tanque!

Motorista erra marcha e carro cai em piscina de prédio em Fortaleza
Em vez de dar ré, motorista colocou primeira marcha.
Apesar do susto, ninguém se feriu no incidente.


Uma moradora de um prédio de Fortaleza tentou engatar a ré no carro mas acabou engatando a primeira marcha. O carro foi para a frente e mergulhou na piscina do edifício. Apesar do susto, ninguém se feriu. O incidente aconteceu na tarde desta segunda-feira (16). O seguro foi acionado mas até o meio-dia desta terça-feira (17) o veículo continuava dentro da piscina.
Fonte: G1
S@lcompimentas: Descobriu-se que ela queria ir para o shopping e o marido a havia mandado ir para o tanque lavar roupa... Brava e revoltada com o machismo do homem, ela pegou o carro e foi direto para...
o tanque?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Chickenitos, please!

Mulher agride funcionária de lanchonete por causa de nuggets
Americana sentiu-se frustrada porque lanchonete, que ainda servia café da manhã,
recusou-se a atender seu pedido
Uma mulher atacou a funcionária de uma lanchonete na cidade americana de Toledo por ter tido um pedido seu recusado.

Frustrada porque a lanchonete ainda servia café da manhã, e por isso se recusou a servir a ela Chickenitos, Melodi Dushane, de 25 anos, teve Faniquitos. Ela saiu de seu carro no drive-through e deu socos na funcionária, que tentava fechar a janela.

O ataque em Toledo, no Estado de Ohio, foi filmado por uma câmera interna de segurança, e por isso o vídeo não tem som. Segundos depois, Melodi destruiu a janela da lanchonete e foi embora. Ela foi presa e acusada de vandalismo.




Fonte: BBC Brasil

Uma nova Reforma Protestante?

Os Novos Evangélicos
Matéria de Ricardo Alexandre publicada na Revista Época
Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”).
Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram.

Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes. Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais.

Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo.

A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”
Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”.


Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos.

Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”

Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.).

Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook.

A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep).

“O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.”

Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores.

O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.

O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais “A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho”, diz ele. “Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo.”A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial.


Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.”

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. “O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica”, afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele.
De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários.

Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”.


“Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas. Sites como Pavablog , Veshame Gospel , Irmãos.com , Púlpito Cristão , Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer).
Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”. A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”

Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.

A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.

O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”

A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.

Precisa comentar?

Sim. É malicioso, mas não poderia deixar de publicar:


Foto e legenda do ótimo jornal Meia-Hora (RJ) no dia seguinte à vitória do Inter e eliminação do SPFC. Os caras do Meia-Hora são muito criativos mesmo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lula, Meligeni, o Tênis e a burguesia!

Está levantando polêmica uma declaração do presidente Lula de que tênis é "esporte de burguês". Vários tenistas profissionais não gostaram da declaração. Fernando Meligeni criticou Lula pelo Twitter. “Sei que vai repercutir. Mas que baita declaração infeliz do nosso presidente. Tenis é de burguesia? Deprimente declaração”, disse o ex-tenista profissional.

Tudo aconteceu durante a inauguração de um projeto social na Favela da Maré, no Rio, um garoto da comunidade disse ao presidente que gostaria de praticar tênis. Lula respondeu dizendo que ele deveria tentar a natação e que tênis era um "esporte de burguês". O vídeo com a conversa do garoto com o presidente parou no YouTube.

Veja:


Inconformado, Meligeni continuou: “Depois, quando os burgueses vencem torneios, eles políticos não acham isso e querem sair na foto do lado. Desculpem, mas defendo meu esporte”, disse ele, defendendo que vários tenistas que não vieram de famílias ricas. “Deixe o menino (que pediu pela quadra de tênis) sonhar. Muitos meninos que não são burgueses venceram no tênis. Guga não era rico. (Jaime) Oncins, seu pai era cabeleireiro”.
A também ex-tenista Vanessa Menga também detonou a declaração de Lula no Twitter: “É para deixar qualquer um de mau humor com essa declaração! Será que ele quer que eu enterre meu instituto e pare com os projetos sociais?”

Mas pensando bem... será que o presidente falou alguma mentira?
Ele não disse que todos tenistas são milionários. Apenas afirmou que é o esporte da burguesia – e para pertencer a esta classe social não é preciso ser, necessáriamente, tão rico assim quanto todo mundo pensa. Burguesia é apenas uma classe que não é assalariada e detém algum meio de produção própria (seja industrial, profissional liberal ou de serviços).
Assim… se o pai do Guga era cabeleireiro e tinha o próprio salão...Sim! Ele era burguês!
Mesmo que o comércio ou negócio seja pequeno! Afinal também existe pequena burguesia.

Só não seria burguês se não tivesse o próprio salão e trabalhasse assalariadamente para alguém (esse é o meu caso).
Agora, eu não entendo porque chamar de burguesia ofende os burgueses. É isso o que eles são. É como eu me ofender por ser chamado de proletario ou plebeu.
Não posso me ofender, já que isso é verdade: não sou burguês, muito menos, nobre.
Talvez até alguém pudesse me incluir na categoria Clero (rsrsrs), por ser filho de um pastor presbiteriano. Mas sou muito mais proletario do que clérico.

Agora, que o Lula poderia ter tentado dar um pouco mais de esperança para o garoto, isso sim eu concordo. Tênis é esporte burguês? Certo, então não vamos nos confortar com essa situação e vamos tentar mudar isso presidente!! Vamos transformá-lo num esporte popular. Ao menos, oferecer possibilidade de que qualquer um possa praticar o esporte. Que tal começar construindo quadras públicas e fornecer insumos e incentivos fiscais para que a indústria nacional fabrique equipamentos a baixo custo? Hoje, uma raquete (as mais baratas) custa, no mínimo, R$350.

Agora...
SERÁ QUE É O LULA QUE NÃO ENTENDE DE ESPORTE OU É O MELIGENI E A VANESSA MENGA QUE NÃO ENTENDEM DE SOCIOLOGIA?????

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Púlpito da Catedral Evangélica vira palanque político

E os candidatos dessas eleições já começaram a usar os púlpitos das igrejas como palanque político.
O deputado estadual Vaz de Lima (PSDB), por exemplo, já iniciou campanha na noite do último sábado (31 de julho) durante um culto especial de aniversário de 107 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPI) – onde é ministro jubilado. Eu estava lá e presenciei tudo. Assim, como todo o Sínodo São Paulo, já que o fato aconteceu diante de entenas de pessoas no templo da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo – conhecida no meio Protestante como a Catedral Evangélica de São Paulo – que fica na Rua Nestor Pestana, nº152, Consolação.

Ainda que não tenha pedido votos, no púlpito, ao invés de restringir às questões de fé, o líder do PSDB na Assembleia fez um discurso no mínimo estranho. Apesar de tomar o cuidado para não se identificar como candidato e deputado (o que foi feito por quem o anunciou), Vaz de Lima discursou com alto teor político e nacionalista, incitando os cristãos para mudarem a sociedade brasileira.

Na saída, militantes do deputado ainda distribuíram "santinhos" do candidato nos portões da Catedral.
Tudo absolutamente lamentável!

Não tenho nada contra o deputado, mas são ações como essa que me enojam e me desencorajam a votar em candidatos da chamada "bancada evangélica"... E essa suja mistura de religião com política partidária sempre termina em: alienação, controle, corrupção, favorecimento e o pior de tudo: Perversão do Evangelho.

É bom lembrar que, neste ano, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou o deputado estadual Vaz de Lima (PSDB) de fazer propaganda eleitoral antecipada. O tucano distribuiu "santinhos" em Rio Preto (e cidades da região) tabelas da Copa do Mundo com a fotografia dele, que serpa candidato a uma vaga na Câmara Federal. O material foi entregue em diversos bairros da cidade ainda durante a primeira fase da Copa da África do Sul.

Já os fatos do último, apesar de não configurarem crime eleitoral (já que já se pode fazer panfletagem), são um claro CRIME EVANGELICAL. Mais: Se Jesus estivesse no local, arrancaria o deputado do púlpito e queimaria todos os panfletos distribuidos - assim como expulsou os mercadores da fé da porta do templo em Jerusalém.

Agora: se isso aconteceu numa igreja protestante tradicional, avessa aos escândalos, gritarias e teologias da prosperidade... imagine o que não deve acontecer nas entranhas das IURDs e outras denominações neopentecostais que possuem relaciones carnales com diversos grupos políticos.

Glu...Glu!

Globo condenada por "pegadinha do Faustão"


A reprodução desautorizada de imagem de uma brincadeira na tevê, mesmo que não seja ofensiva, garante indenização. Com esse entendimento, o desembargador Jesus Lofrano, da 3ª Câmara de Direito Privado do TJ de São Paulo, condenou a Rede Globo a indenizar um casal vítima de uma pegadinha do Faustão em R$ 5 mil.

“As testemunhas alegaram terem assistido o programa que veiculou a pegadinha, comprovando a participação dos autores na brincadeira”, diz o acórdão. Ainda cabe recurso.O casal entrou com ação de indenização por danos morais contra a Rede Globo após a exibição da brincadeira feita pelo programa `pegadinha do Faustão`. Os dois, representados pelo advogado Marcelo Monteiro dos Santos, não gostaram da veiculação de uma brincadeira feita em um supermercado.

Anteriormente, o juiz Marcelo França de Siqueira e Silva, da 25ª Vara Cível de São Paulo, julgou improcedente a ação de indenização contra a Rede Globo por falta de provas. De acordo com o juiz, não foi apresentada a fita de vídeo que comprovasse a brincadeira. Por isso, ele entendeu que não houve a veiculação da imagem dos autores no programa Domingão do Faustão.

O casal foi, então, condenado a pagar as custas, despesas processuais e os honorários advocatícios, fixados na proporção de 15% sobre o valor da causa.O TJ paulista reformou a decisão. O desembargador afastou a Lei de Imprensa, artigo 58, §§ 1° e 3º, que determina o prazo de 30 dias para conservação em arquivo dos programas exibidos. Lofrano entendeu que o prazo era insuficiente para a produção de prova material — cópia das gravações.

A emissora afirmou que não tinha as gravações, mantidas por apenas 30 dias. Dessa forma, o desembargador aceitou prova testemunhal da participação no programa.De acordo com os autos, a brincadeira consistia em uma pequena confusão que atores causavam em um supermercado.

“Quando o cliente do supermercado se aproximava do caixa para pagar suas compras, era abordado pela atriz, a qual se passava como cliente e queria a permissão para passar à frente no caixa para pagar o pacote de bolachas, e assim as pessoas permitiam sua passagem”, relata o acórdão. E mais: Ao passar pela pessoa, `a atriz chamava o outro ator, o qual vinha logo atrás da pessoa com um carrinho de supermercado lotado de pacotes de bolacha; quando a pessoa percebe o abuso, instaura-se a discussão entre o cliente, a atriz e o ator, alegando os atores que o cliente havia permitido passar com as bolachas.”

Para o desembargador, “ainda que a brincadeira não tenha sido ofensiva de modo a propiciar indenização por danos morais, houve reprodução desautorizada de imagem em programa veiculado pela ré, razão pela qual os autores devem ser indenizados”. Com base na Súmula 403 do STJ, o relator entendeu que não havia a necessidade de apresentar o vídeo comprovando a participação dos clientes do supermercado.

`Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais`, diz o verbete. O desembargador Jesus Lofrano acatou a apelação do casal e condenou a Globo a indenizá-lo, por danos morais, em R$ 5 mil para cada um dos cônjuges. O valor deverá ser corrigido na publicação do acórdão e com juros a partir da veiculação desautorizada da `pegadinha`.

A emissora deverá arcar, ainda, com os honorários fixados em 15% do valor corrigido da condenação. (Proc. nº 994050545561 - com informações do Conjur).

Fonte: Espaço Vital