quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As vantagens da abstinência sexual contra DST

Um estudo recém-publicado nos EUA mostra que recomendar abstinência sexual a adolescentes pode ser mais eficiente para evitar gravidez precoce do que ensinar a fazer sexo de modo seguro. Para o Washington Post, as conclusões podem encorajar o governo americano a alterar suas políticas voltadas para evitar a gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis.

A pesquisa, ao contrário do que parece, não corrobora a antiga política do governo Bush, que só repassava fundos federais a programas que recomendavam abstinência sexual “até o casamento”. A experiência atual fala em adiar as relações sexuais até que o jovem se sinta “preparado”. Mesmo assim, é improvável que o tema seja visto de forma natural num país em que a sexualidade dos jovens é assunto explosivo. Dois exemplos recentes ilustram isso.

O minúsculo condado de Culpeper, na Virgínia, decidiu banir das escolas primárias locais o livro “The Diary of a Young Girl: The Definitive Edition”, com as memórias completas de Anne Frank – a garota judia que escreveu seu diário escondida num porão, quando tentava escapar da perseguição nazista. Não se trata de negacionismo do Holocausto ou outra estupidez do gênero. É que pais reclamaram da passagem do livro que faz referência à “natureza sexual” da vagina.

Há alguns dias, na pequena cidade de Menifee (Califórnia), o dicionário Merriam-Webster foi banido das escolas depois que um pai descobriu nele a definição de “sexo oral”. O dicionário estava sendo usado por meninos de 9 a 10 anos de idade. Outro pai reclamou: “O que faremos em seguida? Baniremos as enciclopédias porque elas listam partes da anatomia humana, como pênis e vagina?”

Fonte: blog do Marcos Guterman

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