quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Em Nollywood, o tapete está vermelho com o sangue das crianças

Tenho um vídeo ridículo para mostrar.
É de um mal gosto tão "mal-gosto, mal-gosto" que ele aparece aqui compactado, para ver se você consegue ver até o final!


Se você quer entender o que se passa Nigéria vai precisar ver esse "filmaço!" - como o chamou quem o legendou. Sim, a TV continua tendo TUDO A VER! O cinema, o vídeo, a animação, enfim, a IMAGEM. Essa é a grande "educadora", fomentadora de culturas e comportamentos, além de crenças e modas, e isso não é diferente na Nigéria.

Aliás, lá é diferente sim, pois tudo acontece com categorias mais dramáticas do que pensa nossa ignorância acerca da África. A Nigéria é uma das maiores produtoras de cinema do mundo!

Parece mentira, né?

Li na Wikipédia.


(Sim, a Wikipédia é como o guarda-chuva, né...: É uma porcaria, mas é o melhor que se tem quando se precisa! No caso desse dicionário virtual, o guarda-chuva ainda é cheio de muitos furos. Se numa tempestade não ajuda nada, numa chuvinha, porém, resolve tudo. Do mesmo modo, se numa pesquisa científica, a Wikipédia não vale; para informações gerais, ela "manda bem" com o que tem! Eis, então, o que se diz no link http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_da_Nig%C3%A9ria:

- - - - - - - - - - - - - - - - -
"O cinema da Nigéria tem crescido nos últimos anos e, embora seja um mercado extremamente informal, teve uma grande explosão de produção (...) que tem chamado a atenção mundial por suas características únicas. Toda as produções são realizadas em vídeo. Sua produção é tamanha que já lhe rendeu o apelido de "Nollywood", pode ser considerada a terceira maior indústria de produção de cinema do mundo, atrás apenas de Hollywood e Bollywood. Em volume de produção, "Nollywood" talvez seja até a maior, já que desde o final da década de 1990 são feitos mais de mil filmes por ano. O mercado da Nigéria é exclusivamente de homevideo (com 90% da produção sem distribuição oficial, legalizada), pois praticamente não existem mais salas de cinema no país. Com este panorama, não é possível apontar com alguma precisão o tamanho desta indústria. Faltam estatísticas precisas ou elas simplesmente não existem. A única fonte oficial minimamente confiável é o National Censorship Board, responsável pela classificação indicativa, embora o órgão não dê conta do grande volume de produção, e de toda sua informalidade, com muitos filmes sendo "lançados" sem a indicação etária.

Sem salas de cinema, a Nigéria conta com cerca de 15 mil locadoras, e em quase todo tipo de comércio pode-se encontrar filmes para vender ou alugar. Estima-se que cada filme venda cerca de 25 mil cópias (...) Geralmente são os próprios produtores que se encarregam da distribuição das fitas e DVDs, garantindo um retorno financeiro fácil e rápido, com uma margem de lucro não muito ambiciosa, mas volume muito grande. Com esse esquema de produção, em apenas 15 anos a indústria cresceu do zero para um mercado de cerca de US$ 250 milhões por ano que emprega milhares de pessoas. Estima-se que cerca de 300 diretores estejam em atividade, produzindo um total de aproximadamente dois mil filmes por ano.

O sucesso desta indústria reside principalmente no fato de a temática dos filmes ter um apelo direto com o público local, por tratar de preocupações, conflitos e realidades que freqüentam o noticiário e o imaginário da população local. Os temas mais freqüentes são a AIDS, corrupção, prostituição, religião e ocultismo.

- - - - - - - - - - - - - - - - -

Helen Ukpabio confirma a veracidade das informações da Wikipédia. Helen é evangelista, famosa no país por ser produtora de cinema, e recentemente tem feito adversários na sociedade civil por instigar a idéia que crianças podem ser bruxas, demoninhos serviçais de potestades brancas!

Profetisa neopentecostal, de visão macediana em suas campanhas de libertação, e muitos muitos empregados-obreiros fanáticos que fazem Batalha Espiritual contra pequeninos, Helen Ukpabio é a "neusa etioka" da África. A diferença é que se a Sra. Etioka visse que sua pregação estimula o abandono infantil, a agressão contra os pequenos, o amordaçamento das crianças de peito, o embaraço emocional e o infantícidio real, há muito ela, nossa Neusa, teria parado de falar. Calar-se-ia para sempre!


Mas Helen Ukpabio fez fortuna. De onde está, não tem como voltar.


Assista ao vídeo e pense que você é um adulto nigeriano que congrega numa igrejinha perto de casa. Imagine que você tem filhos pequenos, meio levados, meninos saudáveis mas, às vezes, atrapalhados; que deixam cair um prato, quebram um copo sem querer, brigam na escola. E antes de culpar a intolerância pagã de um cristão nigeriano, pense se você já não procurou culpados espirituais por suas doenças e desempregos.


Agora, assista o vídeo abaixo, só um dos muitos filminhos estilo-tosco "neste mundo tenebroso" produzido em Nollywood.


E tire suas próprias conclusões.
As minhas eu já tirei.
Falta alguém "tirar" de cena as conclusões da Sra. Helen.



Marcelo Quintela

no site do Rev. Caio Fábio

Nenhum comentário: