segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vanity, my favorite sin!...

Vaidade, meu pecado favorito — foi a declaração do diabo através do personagem de Al Pacino no filme “O Advogado do Diabo”.

O interessante é que isto é dito depois que o jovem advogado seduzido pelo Advogado Diabo aparentemente vencera a tentação na qual havia caído..., que era de vaidade e soberba no mundo dos negócios.

Agora, entretanto, depois de passar pelo inferno, e depois de refazer seus valores, um repórter acostumado a estar presente nos julgamentos nos quais o jovem advogado ambicioso se deleitava em ganhar todas, não importando a causa ou o réu, vê que o moço a duras e horríveis penas aprendera a lição, que agora começava a se sentir um homem bom e diferente...

É aí que o repórter/diabo aproxima-se do jovem advogado supostamente redimido da ganância, e diz a ele: “Você é um case... Um advogado com consciência!... Meu Deus! Isto é capa de revista... Você é o cara!... Vamos lá... Me dê uma exclusiva...”

O jovem advogado pensou e cedeu...

“Me procure amanhã!...” — disse ele, para, a seguir, abraçar a esposa com felicidade e sair pensando que iniciou um momento novo e virtuoso na vida.

Então, a cara do repórter vira a cara do diabo Al Pacino, e ele sorri e diz: “Vaidade, meu pecado favorito!”

Assim se aprende que até as nossas virtudes se tornam vaidades...

Afinal, todo homem, sem exceção, por mais firme que seja ou pense que esteja, é pura vaidade.

Quem duvida disso não duvida de si mesmo...

E quem não duvida de si mesmo ainda que seja em relação às suas melhores virtudes, já rodou e não sentiu...

Desse modo, que cada um de nós não se sinta vencendo por causa de nenhuma virtude pessoal, pois, cada uma delas é apenas um outro lado da tentação supostamente vencida...

Pense nisso!

Caio Fábio, 14 de agosto de 2009, Lago Norte, Brasília - DF

extraído do site do autor

Nenhum comentário: