terça-feira, 26 de maio de 2009

Religiosidade e Evangelho não andam juntos

Desde cedo, fomos ensinados a ter orgulho de dizer: "Sou Crente. Presbiteriano, Evangélico, Protestante, Cristão". Hoje, o jovem cristão não tem força para dizer isso com tanta alegria. Há vergonha dos desvios e escândalos que muitas igrejas vem protagonizando.

Nos deparamos (e nos decepcionamos) com a realidade tão distante do evangelho encontrada no meio do "povo de Deus". Um povo mergulhado em superstições ("Show da Fé", "sal grosso", "Tarde dos empresários") e liderado por alguns religiosos envolvidos em esquemas corruptos e que amam mais ao dinheiro (que Jesus chama de Mamom) do que ao Evangelho.

Hoje, o verdadeiro cristão não se encaixa mais em nenhum rótulo religioso. Ele apenas acredita e segue os ensinamentos de Cristo. Pode freqüentar uma denominação, mas não se reduz a ela. "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome,eu estarei no meio deles". Mt 18:20
Jesus não quer que sejamos religiosos, pois a religião aprisiona o Evangelho. Ele quer que O adoremos em espírito e em verdade.

A palavra religião deriva do termo latino Religare, que significa uma tentativa da criatura de se religar com o divino. No Latim havia também o termo Religio que, no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, indicava um comportamento marcado pela rigidez e pela precisão (Farisaísmo?).

Assim, religião é uma tentativa inútil do ser humano se conectar novamente com Deus (após ter se distanciado com o pecado), através de ritos, auto-sacrifício e obediência às leis. É a busca de auto-justificação, portanto, o contrário de tudo aquilo que Cristo pregou. Afinal, o ser humano não precisa tentar se "re-ligar" à Deus. Foi o Próprio Deus que veio ao mundo (criado por Ele) trazendo vida, graça, verdade e salvação para todo aquele que aceitá-Lo. Tentar se religar a Deus através das religiões é inutilizar e desvalorizar a morte de Cristo - foi Ele quem se sacrificou para que pudéssemos voltar aos braços do Pai.

Na parábola do Filho pródigo, o filho arrependido queria voltar para a casa do pai para ser tratado apenas como um dos empregados. Por todos os erros cometidos, ele não mais se achava digno de ser chamado "filho". Mesmo assim, o pai deu uma grande festa e o presenteou com anel e roupas. O filho não era digno, mas o pai o dignificou e o justificou pelo amor.

Ser escravo de uma religião é como o filho pródigo: "A pessoa sabe que não é justa ou digna de salvação e tenta com sacrifícios (o do filho era ser tratado como empregado) agradar a vontade de Deus para se tornar digno. Deus não precisa de agrados. Ele quer um coração quebrantado, arrependido. Ele faz como o bom pai e já nos justificou na cruz e nos cobriu de graça.

Seja também um bom filho! Reconheça que não é justo e digno da salvação, se humilhe perante o Senhor e peça perdão. Mas não tente se justificar com sacrifícios. Apenas tenha fé e se alegre! Você já foi perdoado. Ama teu próximo como a ti mesmo e faça tudo como Cristo o faria. Para te ajudar Ele nos deixou o Consolador, o Espírito Santo, que te dará força para resistir à tentação e vencer o pecado.

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