quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Hora do Pão


Era uma segunda-feira de sol escaldante. Acordei cedo e fui para o trabalho. Coloquei a mão no arado, parando apenas para beber água e limpar o suor do rosto.
A terra estava seca, levantava muita poeira, mas o lavrar tinha que ser terminado, pois o plantio não poderia esperar, nem as sementes que estavam prontas para serem jogadas na terra.

Finalmente acabou e coberto de pó fui para casa, pois a lida do dia havia findado. Ao chegar coloquei água limpa numa grande bacia e limpei-me, coloquei uma roupa mais limpa ainda, sentei-me a mesa e esperei o meu jantar. De repente é colocado em minha frente um prato contendo um minúsculo pão! Agradeci a Deus pelo alimento, mas após comê-lo, fiquei com fome. Pensei então: "- Um dia inteiro de trabalho pesado, cansado e ainda faminto."

Escrevi toda essa historinha para registrar aqui minha indignação quanto ao tempo em que tem se dado a Palavra de Deus dentro de nossas igrejas. É um absurdo que se dêem tantas oportunidades a canções que muitas vezes duram 5 minutos cada, sendo que num total de 5 oportunidades, lá se vão 25 minutos.

Somando tudo com o Palavra introdutória, hinos da harpa, corinhos, apresentação dos grupos da igreja (corais, expressão, louvor), o que sobra é da Palavra de Deus, mas é claro que é preciso descontar aí o apelo, a oração, a apresentação das crianças e a benção apostólica. Já participei de cultos onde a Palavra lida e exortada duraram menos de 15 minutos, pois o horário estava "estourando"!

Até quando passaremos fome na Casa do Pai? Não porque Deus não tenha fartura, mas porque o pão tem sido entregue as pressas, pequenino e as vezes "goela abaixo".

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