quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Carta de um irmão Judeu


Esperamos sua intervenção cirúrgica em fevereiro. Nossa viagem espera para maio. Só a sua saúde me interessa; o resto não importa. Minha agencia de viagem espera. A moeda é redonda porque foi feita para circular: vem e vai, mas os amigos devem sempre ficar.

Sobre o que acontece aqui, digo que as pessoas não sabem fazer distinção entre os árabes (que são muito diferentes entre si, como povos), o Islã, e o radicalismo fundamentalista islâmico.

Agora os intelectuais, a imprensa, os artistas, os pseudo-humanistas vêem o sangue das crianças de Gaza e protestam sem saber que nós odiamos isto, que não queremos guerra, e que o que está acontecendo é conseqüência de centenas de tentativas de paz, enquanto somos agredidos todos os dias, por anos, pois, o terrorismo que faz vítimas inocentes como ideologia, e que se esconde atrás de crianças, é que faz isto acontecer. Isto, no entanto, não é visto.

Estão todos cegos!

Quando Israel protestou porque o Hezbollah estava se armando no Líbano — lançaram foguetes, raptaram soldados e civis não uma vez, nem por uma semana ou um mês, mas por 10 anos —, ninguém disse nada. Quando na Galileia morriam civis por causa de bombardeios diários a escolas, etc.; ninguém saiu em protesto.

Quando Israel devolveu todos os territórios de Gaza, desalojando de suas casas israelenses que tinham transformado o deserto num Éden, os habitantes de Gaza votaram democraticamente; e, ao votarem, disseram “não” à OLP (Organização Para a Libertação da Palestina) — porque não eram fanáticos, e tinham se convencido de que Israel queria a paz e daria sempre total liberdade se a vontade deles fosse de paz.

Israel está acostumado, desde o Egito, e, depois, na Babilônia; e, depois, no mundo inteiro, a conviver democraticamente com todos; e não temos problema com as diversidades étnicas. Nós mesmos somos um povo que veio de volta para cá de todas as nações. Para Israel um Estado Palestino amante da paz e que tenha uma só cara é tudo o que queremos.

Mas é impossível para os grupos terroristas admitirem que o povo queira paz com Israel e Israel com o povo Palestino.

O problema não é um Estado Palestino. É apenas que o Estado Palestino não seja apenas um escudo ao terrorismo insano e covarde!

Mas sem o ódio, com entendimento, como os terroristas farão a sua guerra?

Por isto, eles têm a necessidade de não fazer as pazes com Israel!

Então, com lutas internas e muito ódio disseminado, e depois do Hamas perder antes, enfim veio o “sim” ao Hamas na Faixa de Gaza.

O Hamas prometeu destruir Israel conforme seus próprios princípios, apagar do mapa os judeus; e, aos que morressem pela causa, transformá-los em mártires, que ganhariam dezenas de virgens no outro mundo.

Então mandam as crianças para se explodirem, e, depois, nos culpam até dos homens-bomba!

Cada suicídio de meninos-bomba é contado como assassinato praticado por Israel. Eles se matam para poderem nos odiar melhor.

Israel devolveu terras, retrocedeu em tudo. Era o negócio de “terra por paz”. Então Israel deu-lhes trabalho, água, eletricidade, remédios, educação, atendimento em nossos hospitais...

Enquanto isso, eis o que o Hamas fazia em Gaza com os milhares e milhões de dólares que recebeu do mundo humanitário:

- Manteve sua elite nos melhores hotéis e cidades do mundo!

- Compram armas e contrabandeiam para Gaza, para matar judeus, e oprimir o próprio povo deles.

Se tivessem investido o dinheiro em educação e desenvolvimento, seriam uma potência.

Então, novamente os israelenses começaram a ser atingidos por bombas, granadas, homens-bomba, foguetes... Raptaram...; mataram dezenas de crianças inocentes e civis em Israel, etc.

Outra vez Israel protestava diariamente... Não foi uma só ação, ou um só dia, uma semana ou um mês, mas 8 anos!...

Enquanto isto todos os humanistas de bom coração e boa consciência não quiseram ouvir nossa voz.

Quando Israel reage para defender seus direitos e seu povo, depois de tanto tempo e tantas advertências, os humanistas de bom coração e boa consciência protestam.

Outra vez chega-se à mesma milenar conclusão: parece que o sangue dos árabes é mais vermelho do que o dos judeus.

Golda Meyer disse:

Chegará o dia em que nós israelenses perdoaremos os árabes por terem matado nossos filhos, porém o que nunca vamos lhes perdoar é terem obrigado nossos filhos a matar os deles”.

E acrescentou:

A paz vai chegar quando os árabes amarem seus filhos mais do que odeiam seus vizinhos”.

NADAV sairá com seus soldados no próximo domingo, para a fronteira com a Síria e o Líbano, por precaução, por no mínimo 30 dias.

Um grande abraço, meu querido irmão.

Hugo Hurevich

Fonte: site do Caio Fábio



Nadav é o nome do filho de Hugo.

Nenhum comentário: