segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pastor também é ser-humano e ovelha

Às vezes me entristece ver que não adianta dizer o que está acontecendo, pois, de fato, para a maioria, eu não existo como pessoa, mas apenas como “instrumento”.

Imaginem que estou levando “bronca” de crentes que entram aqui no site, não lêem nada, talvez umas cartinhas interessantes, de preferência as com temas envolvendo sexo, não lendo nada mais..., e então, me escrevem.

Sim! Dá neles uma coceira, um comichão, uma aflicêta, uma diarréia emocional, um surto de raiva de pastor e igreja, ou, ainda, um desejo de “entrar pro Caminho” — e, em razão de tais desejos súbitos, escrevem-me; e como a resposta automática manda escrever para outros neste período, então a “bronca de crente” chega na hora:

“Que absurdo! Não me responder porque está escrevendo um livro sobre o Apocalipse!”

“Que inversão de prioridades!”

“Santa Catarina quase acaba e você não disse nada?”

“Homem de Deus não tira férias!”

Etc...

Houve até um que disse que queria abrir uma “Estação do Caminho”, mas que, agora, dado ao fato que eu não posso responder no site por enquanto, ele vai buscar outro grupo — dando-me assim grande alívio, pois, no “Caminho”, gente assim não é bem-vinda.

Não sou Gideão, mas, comigo, não seguem os covardes, os lamurientos, os invejosos, os oportunistas, os demandadores, os caprichosos, os amargurados contra todos, os sem vontade do bem, os que transferem responsabilidades para outros, e os que se acham o centro do mundo.

É meu direito escolher com quem ando e também o de permitir ou não que gente de alma enferma fique ou não ao meu lado como “cooperador”.

trecho da carta de Caio Fábio para os que o querem sem vida pessoal.

Veja a carta completa aqui!

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