terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pastor cria "disque-milagre" gratuito no Rio

O corretor de imóveis e pastor evangélico Alberto Correa, 54 anos, está oferecendo, no Rio de Janeiro, auxílio a fiéis por meio do telefone, serviço que ele mesmo denomina de "disque-milagre". Ele recebe, dirariamente, diversos apelos de doentes e, acionado, garante que "cura" pessoas desenganadas por meio de reza de trechos da Bíblia. Sem cobrar nada, afirma.

À primeira vista, a sala que ocupa em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, parece um escritório comum. Cinco telefones na mesa, papéis espalhados, computador e Bíblia. De repente, uma ligação tem como resposta oração e o agendamento de um encontro.

Alberto sai às pressas para atender a mais um chamado do "disque-milagre". Assim que recebe o pedido de oração, o pastor vai, com seu carro repleto de adesivos, anunciando o serviço de cura, até o local onde está o doente. Com as mãos na região onde está a dor, começa a vociferar uma oração e parece entrar em transe. Segundo Alberto, o serviço funciona 24h e é gratuito. "Recebo de graça e dou de graça, diz a Bíblia. Curo por amor", justifica.

Há dias em que percorre filas de hospitais públicos para ajudar a quem espera atendimento. Em algumas vezes, acabou expulso da unidade de saúde, tamanho o tumulto que gerou. Em outras ocasiões, viaja pelo País, mas aí pede que as despesas da viagem sejam custeadas pela alma angustiada.

Um dos que receberam a oração foi o jogador da seleção brasileira Juninho Pernambucano. Em 1998, às vésperas da decisão do Mundial Interclubes entre Vasco e Real Madrid, no Japão, o jogador, hoje no Lyon, da França, sofria com torção no joelho esquerdo e corria sério risco de não jogar a final. O pastor entrou em contato com o jogador, em São Januário, e orou. Recuperado, ele jogou e fez até gol.

O jogador não se estende sobre o assunto, mas relata: "Realmente, fiz de tudo para jogar, sabia da importância daquele título para o Vasco. Tive fé na recuperação e o pensamento positivo de todos me ajudou". O religioso garante: foi seu poder de cura. Para o pastor Alberto, é aí que está boa parte da razão da cura: na cabeça. "A maioria é problema psicológico".

O auxílio da fé na cura começou na família do pastor há alguns anos. Mulher de Alberto, a pastora Ana já participava de programa evangélico no rádio, com orações. Passou seu número de telefone para os ouvintes e sua linha ficou congestionada. Assim, em 1997, criaram o disque-oração.

Alberto, então apenas um corretor de imóveis, acompanhava Ana nas visitas às igrejas. Numa das peregrinações, uma mulher com dores foi em direção a ele e pediu que a curasse. A partir daí, Alberto passou a crer que pode ajudar as pessoas a melhorar a saúde.

O corretor resolveu estudar e formou-se em Teologia no Instituto Teológico Latino-Americano, criou o dique-milagre e abriu a igreja Casa de Oração, nos fundos de sua residência. "Sou um veículo de Deus. Faço a prova na hora", garante.

fonte: jornal O Dia

Nenhum comentário: