quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Presidente Barack Gandhi-Luther-Kennedy-Mandela Obama





Apenas 14% das urnas foram abertas até agora, enquanto escrevo este texto, mas, considerando que são urnas de estados Reds, ou seja, Republicanos, tudo indica que o Senador Barack Hussein Obama II, Democrata, possa vir a ser o novo Presidente dos Estados Unidos da América.
Quem sabe? Entretanto... Vejamos:

Nascido em Honolulu, Havaí, filho de Barack Hussein Obama, do Quênia, e de Ann Dunham, uma americana branca de Wichita, no Kansas, com nome de imperador ou rei, Barack Hussein Obama II apresenta-se com experiência multi-cultural em todas as perspectivas; fazendo de seu nome, sua cor, suas heranças, sua internacionalidade, de sua multi-racialidade, de sua inter-religiosidade, e de sua experiência com serviços humanos — o que faltava à América e ao mundo, em termos de novo paradigma de Imperador Global, amado pela mídia, aguardado como messias por quase todos os povos, especialmente os árabes, africanos e grupos étnicos segregados ou estigmatizados.

Obama, sendo Presidente da América do Norte, candidata-se no ato de sua vitória a salvador não apenas dos States, mas de toda a Terra. Sim! Ele surge dizendo que quando sua família se reúne, com gente branca, negra e de nações diferentes, com costumes e crenças diferentes, é como se “uma Mine-Nações-Unidas estivesse em reunião”. Assim, Barack Hussein Obama II confessa que já carrega as nações unidas como herança de família.

Obama tem o pedigree! Obama é perfeito. Magro, simpático, elegante, fluente, eloqüente, rápido de raciocínio, bom de câmera, conectado com esta geração, emblemático em sua aparência, em sua genética universal e em sua condição de multi-tudo, o futuro novo Presidente dos Estados Unidos sente-se como o homem da Era, e não apenas da Hora.

O discurso de Barack Hussein Obama II é ótimo. Suas propostas são boas. E sua capacidade de diálogo é imensa. Obama é tudo o que um governante precisa ser nestes dias a fim de ser relevante ao mundo. A escolha de Hussein Obama teria tudo para me alegrar, como, por exemplo, a eleição de Clinton me alegrou no inicio da década de 90. Mas não estou alegre, embora, por convicção, jamais também votasse em McCain se lá eu tivesse que votar, não por ele, que me parece um homem bom e honesto, porém, apenas nele não votaria a fim de não re-significar aquilo que é in-re-significável: Bush.

Ora, por que Barack Hussein Obama II, o presidente perfeito, não me alegra? Não consigo me alegrar em nada que não me traga um testemunho espiritual acerca da natureza da pessoa. No que diz respeito à Barack Hussein Obama II, o que sinto é que ele seria ótimo se ele mesmo não se achasse mais que ótimo. Na realidade Obama se sente o messias deste século. Sim! O homem que veio para salvar a América e unir o mundo. Ou seja: Barack Hussein Obama II é candidato a Gandhi-Luther-Kennedy-Mandela — na esperança de que no caso dele não haja assassinatos, como aconteceu com os três primeiros, e nem encarceramento, como se deu com o último. O sonho de um homem como Obama não é matar Osama, mas sentar com ele e convertê-lo em Obama.

Não creio que Obama queira fazer nada de mal. Meu único problema com ele tem a ver exclusivamente com o mal que ele pode fazer apenas por se ver como um ente messiânico desenhado para unir o mundo. Ou seja: Obama se sente como um Filho do Homem; como um ser que é a melhor síntese humana. Ora, uma pessoa como Barack Hussein Obama II, ainda que seja um Hitler ao contrário, mesmo assim sofre do surto que torna governantes poderosos em seres extremamente perigosos. O mais é ver... Sempre com as melhores esperanças, porém, sem ingenuidade quanto ao discernimento de espíritos. Torcendo para estar totalmente enganado,

Caio Fábio
4 de novembro de 2008 Lago Norte Brasília DF

Nenhum comentário: