quarta-feira, 19 de novembro de 2008

“Minha mulher não me deixa jogar videogame”


Carta e resposta publicadas na coluna Macho Alfa (ig), onde o macho J.J. Bronson (que "não é ogro, mas repele homens sensíveis") fala sobre o "universo masculino" e responde dúvidas para homens.

Começaremos a coluna tentando ajudar um leitor que escreveu, contando problemas do seu casamento:

Bom dia,

Meu nome é Joca* e gostaria de saber o que acontece com a minha mulher. Ela odeia videogame, algo que faz parte da minha vida. Eu sempre tive…

Ela sempre quer dar a última palavra na minha casa, é muito brava… e falar que vou jogar videogame é a mesma coisa que dizer que a estou traindo…

Eu faço todas as tarefas de casa, como: lavar louça, dar banho, arrumar o filho e colocá-lo para dormir. Brinco com ele, arrumo a cama, penduro a roupa no varal, recolho a roupa… eu mesmo passo as minhas roupas, pois ela diz que não é minha empregada para fazer isso. Depois de tudo, se eu vou jogar videogame, ela me xinga, me chama de folgado, me acusa de não ajudá-la.

Se ela vai fazer as unhas, arrumar o cabelo ou visitar a mãe, eu não posso falar nada, pois sempre estou errado…

Eu tenho três empregos para dar o maior conforto possível pra ela e meu filho, não ganho pouco. E ela não me deixa jogar videogame quando tenho um tempinho para mim…

Se vocês quiserem fazer uma matéria sobre isso, ficarei grato…

Resposta:

Caro Joca*,

Que prendado, hein? Se meu lado feminino não fosse lésbico, ia te pedir em casamento…

Agora falando sério…se você faz tudo isso e mesmo assim a tua mulher ainda reclama, algumas hipóteses vem à cabeça (todas, claro, fundamentadas cientificamente em papos de botequim com a classe macha). Não temos como afirmar, porque o dia em que mulher for ciência exata, só os nerds das faculdades de tecnologia e engenharia vão se dar bem (aí eu me dou mal). Mas pense se seu caso não se encaixa aqui:

a - Estaria você deixando de lado algo que nós e as mulheres prezam muito, como o momento a dois? Preciso ser mais claro? Acho que não, né? (Diria que a chance de ser esta a resposta é de 97%);

b – A rotina depois de alguns anos pode ter dominado seu ‘lar’, as atitudes podem ter ficado mecânicas, e isso a faz se sentir descartável, pouco importante, já que você tem como fonte de diversão o videogame e não a companhia dela, num jantar, um cinema…(sim, cara, precisamos dar carinho às pequenas, é fato);

c - Ela pode ter síndrome de falta de atenção. Parece doença da era moderna, como síndrome do pânico, estresse, conversa pra vender livro, mas já ouvi amigo relatar isso. Se o cara está em casa, a atenção tem que ser pra ela…(neste caso a solução seria conversar e listar tudo o que faz para ela…pra ver se a mulher se conscientiza);

d – Esta você não vai gostar muito, mas deve ser levada em consideração: ela pode não gostar mais de você ou estar “afim” de outro cara (ou até já ter outro)….Aí, neste caso, tem que rolar um papo. Uma hora você vai descobrir. E a solução para um pé na bunda é…. arranjar outra, claro! (Não faça besteira alguma, pois mulher nenhuma no mundo vale gastos com revólveres, balas ou a estupidez de um tiro na cabeça).

De qualquer jeito, sugiro duas táticas (uma de guerrilha) que eu e o conselho da Associação de Machos já usamos em situações parecidas. Acredite: ouvir a mulher reclamando o tempo todo não é privilégio seu. (Todas reclamam. Aliás, os homens nascem chorando, as mulheres, dando bronca no obstetra.)

1ª – Aproxime-se dela, faça-a sentir-se importante, amada, desejada… (pra ser mais claro, agarre tua mulher!). Talvez não precise ser toda semana, mas deixar o moleque com alguém (sogra, mãe, etc) e recebê-la com uma garrafa de vinho pode ser uma. Ou um convite para jantar fora, um presentinho, uma surpresa. Cuidado para não banalizar nenhuma destas opções, pois aí perdem a graça. Flores parecem puro clichê, mas nunca conheci uma mulher que não gostasse delas…(a vida é mesmo feita de clichês);

2ª – Se a primeira não deu certo (certifique-se de que a satisfez ou fez de tudo para satisfazê-la), esqueça o carinho. Ela não merece. Continue fazendo tudo o que faz (em relação à casa e ao bacuri), mas valorize-se. Saia pra uma cerveja, um futebol com os amigos, em vez de ficar só no videogame (respeito seu gosto, mas o mundo está girando lá fora). E não avise quando vai sair, nem onde vai, claro. Mas não deixe o videogame de lado, afinal você gosta! Precisa ter teus momentos, com as atividades que te fazem bem. Três empregos não devem ser mole! Seja educado, não a trate mal, mas se afaste. Gelo mesmo, indiferença. Mulher PASSA MAL quando é ignorada. Faça com que ela sinta que você está “pouco se importando” sem ela por perto e não ligue para as reclamações dela. Calma, ninguém falou em traição (ainda). Mas tenha algo claro: esta opção é arriscada. Se a mulher resolver juntar os trapos e ir para a casa da mãe, esteja preparado para isso. (Se bem que aí você poderia passar o fim de semana jogando videogame, né, não?)

Abs,

J.J.

* O nome foi trocado a pedido do leitor

fonte: Macho Alfa

Um comentário:

Anônimo disse...

"Pra alguém que ficará o feriadão trabalhando..."
Sabe, que eu identifiquei alguém qu eu conheço nessa matéria...