quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Gravidez na adolescência é ‘hereditária’

Em 69,2% dos casos de gravidez na adolescência, a avó materna também foi mãe quando adolescente. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde realizado com 428 mães e companheiros adolescentes atendidos na Casa do Adolescente de Pinheiros, zona oeste da capital paulista, entre agosto de 1997 e julho de 2008.

O estudo apontou também que 80,5% dos bebês nascidos de mães adolescentes dependem de ajuda financeira da família materna. Das adolescentes entrevistadas, 66,8% viviam consensualmente com o parceiro, 20% permaneceram solteiras e 10,5% estavam casadas. O início médio da atividade sexual das jovens foi aos 15,1 anos.

Do total de adolescentes ouvidas, 86,3% não tinham o desejo de ficarem grávidas. No entanto, ao engravidar, só 18,9% usavam anticoncepcional oral e 15,4% afirmaram usar camisinha nas relações sexuais. Outras 2,3% informaram usar anticoncepcional injetável. Ainda segundo o levantamento as adolescentes normalmente têm filhos de pais cinco anos mais velhos.

A idade média das jovens entrevistadas foi de 17,5 anos, enquanto a dos companheiros, de 22,5. “As meninas, no geral, têm informações suficientes sobre métodos contraceptivos e sabem que podem engravidar caso não se protejam. Até porque em grande parte dos casos há o histórico de gravidez precoce da própria mãe. O sentimento de insegurança em relação aos parceiros e a vulnerabilidade emociência, hereditária, avó, materna, mãe, adolescentes, Secretaria, Estado, saúde, onal foram os principais fatores que levaram essas adolescentes a engravidar”, afirma a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria.

Menos casos

O Estado de São Paulo teve, em 2007, o menor número de adolescentes grávidas da última década, segundo balanço da Secretaria em parceria com a Fundação Seade. Foram 96.554 menores de 20 anos de idade grávidas no ano passado, contra 100.632 em 2006. Na comparação com 1998, quando houve 148.018 casos, a redução chega a 34,7%. Pela primeira vez o total de casos não chegou a 100 mil.

A queda no número de casos de gravidez na adolescência vem ocorrendo ano a ano. Em 1999 foram registrados 144.362 ocorrências no Estado. Em 2000 foram 136.042. Já em 2001 houve 123.714. Em 2002, 116.368. Em 2003 foram 109.082, em 2004, 106.737 e, em 2005, 104.984.
As adolescentes grávidas de 2007 representaram 16,25% do total de partos. Esse índice foi de 16,6% no ano anterior, 16,9% em 2005, 17,0% em 2004, 17,5% em 2003 e 18,4% em 2002.

“A ocorrência de gravidez precoce está em pleno declínio no Estado de São Paulo, fruto de um programa que ressalta a informação sobre sexo seguro mas também lida com o comportamento juvenil, trabalhando as emoções, medos e inseguranças dos adolescentes que podem levá-los a um comportamento de risco”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata

fonte: Secretaria da Saúde

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