segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Geração Viagra: Aids atinge recorde entre idosos


Aids depois dos 50 anos tem recorde histórico em São Paulo

Em 2007 número de casos em pessoas mais velhas representou 15,06% do total de notificações

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio do Programa Estadual de DST/Aids e da Fundação Seade, aponta que a proporção de pessoas com 50 anos ou mais que se infectam com o vírus HIV é a maior da história. Em 2007 os paulistas a partir dos 50 anos diagnosticados como soropositivos representaram 15,06%. No ano anterior o índice tinha ficado em 14,76%. Em 2005 esta faixa etária representou 13,58% do total de casos de Aids, e, em 2004, 12,62%.

Balanço preliminar do primeiro semestre deste ano aponta que a proporção de indivíduos com 50 anos ou mais que contraíram Aids se mantém em 15%. No início da epidemia, em 1983, esse índice era de apenas 4%. Dos 737 casos de HIV registrados no Estado em 2007 entre as pessoas mais velhas, 61,2% foram em homens. Houve, entretanto, queda no número absoluto de casos notificados, que foi de 972 em 2006, 971 em 2005 e 969 em 2004.


A principal categoria de exposição ao HIV entre os paulistas com 50 anos ou mais em 2007 foi a de transmissão heterossexual, que representou 65,9% do total de infectados, seguida pelos homossexuais, com 5,6%, e pelos bissexuais, com 4,5%. Entre as mulheres a categoria de exposição heterossexual chegou a representar 83,6% do total de infectadas.

“O envelhecimento da população e o surgimento de medicações que permitem uma vida sexual plenamente ativa estão contribuindo para aumentar a proporção de pessoas de meia idade ou idosas que contraem o HIV, a maioria em razão do sexo sem proteção”, afirma a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna.

fonte: Secretaria de Estado da Saúde


comentário: É um constatação que os vovôs e as vovós de hoje fazem mais sexo do que os de ontem. Tanto a melhor qualidade de vida e saúde quanto o viagra masculino e a sua versão feminina contribuíram para isso. O problema é que a pílula azul não protege das doenças sexualmente transmissíveis (DST). E os vovôs e as vovós não estão acostumados, em algumas vezes nem aceitam, utilizar os métodos de prevenção (preservativos), ainda mais hoje, quando a maioria das pessoas acredita que os coquetéis controlam a doença e a "epidemia" da Aids (quando o mal destruía milhares de famílias nos anos 90) acabou. Está aí um problemão para as autoridades de saúde pública.

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