terça-feira, 7 de outubro de 2008

Indústria do fumo ajudou a eleger 12 deputados e 1 senador em 2006

Congressistas de sete partidos -tanto da base governista quanto da oposição- receberam, na última campanha, dinheiro da indústria do tabaco. Em 2006, o setor aplicou R$ 1,7 milhão em campanhas; destes, R$ 750 mil ajudaram a eleger 12 deputados e um senador.

Demóstenes Torres (DEM-GO) foi o que mais recebeu --R$ 200 mil. Ele, que não fuma há mais de 20 anos, diz não ter ligação com empresas do ramo.

Além do senador, os deputados Efraim Filho (PB), Jorge Tadeu Mudalen (SP) e Nice Lobão (MA), todos do DEM, também receberam doação. Foram R$ 50 mil, R$ 25 mil e R$ 50 mil, respectivamente. Efraim Filho diz que a ajuda veio por amizades pessoais e não por ele defender os interesses do fumo.

Procurados pela Folha, Jorge Tadeu Mudalen e Nice Lobão não ligaram de volta.

No PMDB, três deputados receberam doação para a campanha de indústrias do setor. Fernando Diniz (MG) recebeu R$ 5.000; Olavo Calheiros Filho (AL), R$ 50 mil e Mendes Ribeiro Filho (RS), R$ 20 mil.

Os deputados peemedebistas de MG e de AL não responderam às ligações da Folha. Já Mendes Ribeiro Filho diz que obteve a ajuda por defender os interesses do fumo na sua região. "Se acabar a plantação do fumo, a minha região quebra."

No PSDB, o único a receber ajuda foi Arnaldo Madeira (SP) -R$ 25 mil. O tucano diz ser "o maior antitabagista" no Congresso. Segundo ele, a ajuda veio através da Fiesp. No PT, o deputado Cândido Vaccarezza (SP) foi o único a receber doação do setor. Foram R$ 60 mil doados, segundo ele, porque o dono da empresa é seu amigo.

José Germano (RS) e Luiz Carlos Heinze (RS) foram os beneficiados do PP. Os gaúchos receberam R$ 130 mil e R$ 120 mil, respectivamente. José Germano não foi localizado. Heinze admite que pediu dinheiro para as empresas.

Ainda do RS, o deputado Sérgio Moraes (PTB) também recebeu doação. Ele, que admite ser um dos maiores defensores da produção do fumo no país, recebeu R$ 72 mil.

Abelardo Camarinha (PSB-SP) recebeu R$ 35 mil. A doação, segundo ele, veio devido à relação de amizade com pessoas de uma empresa do setor.

Fonte: Folha de S. Paulo

ps: Como seria bom saber tudo isso antes das eleições. Não votei em nenhum deles, na época. Mas, de qualquer jeito, nas próximas eleições estes sujeitos não receberão meu voto. Dentro do plenário do Congresso é probido fumar, mas é fácil vender a alma ao diabo.


"OBRIGADO POR FUMAR" (2005). Comédia sobre as agruras de Nick Naylor (Aaron Eckhart), um profissional especializado em fazer lobby para a indústria tabagista nos Estados Unidos. Sua postura provoca a ira de um senador (William H. Macy), que faz campanha contra os cigarros, e que declara guerra a Naylor.

Nenhum comentário: