quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Pesquisas apontam redução da pobreza no Brasil


Dois estudos divulgados nesta semana revelaram importantes mudanças nas classes sociais brasileiras, consolidando quase 7 anos de redução da pobreza de forma consistente e aumento crescimento da classe média no País.

IPEA

Um levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (Ipea) revela que o número de pessoas pobres -com renda igual ou inferior a meio salário mínimo- caiu de 35% para 24,1% no período de 2003 a 2008. Segundo a pesquisa, o percentual de pobres nas principais regiões metropolitanas do Brasil caiu 20,9% entre 2002 e 2008, enquanto o porcentual de ricos permaneceu estável.
Em 2002, havia 14.352.753 indivíduos considerados pobres no país (renda igual ou inferior a R$ 207,50). Em 2007 o número caiu para 11.756.563 e a expectativa para 2008 é que 11,3 milhões de pessoas estejam na linha da pobreza.

A melhora foi ainda mais acentuada no percentual de indigentes (quem recebe um quarto do salário mínimo): de 5,57 milhões para 3,12 milhões de pessoas em 2008 - ou uma queda de 43,8%. Ao analisar a outra ponta da população, o levantamento mostra que o número de indivíduos pertencentes a famílias com renda mensal igual ou superior a 40 salários mínimos (R$ 16,6 mil) cresceu de 0,8% para 1%.

A pesquisa Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano se baseia em dados do IBGE e analisou seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. Essas regiões concentram 25,4% da população brasileira, em torno de 17% dos pobres do país e 42% dos ricos, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

FGV
Um outro estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que a classe média já representa mais da metade da população brasileira (51,89%). Em 2002, esse número era de 44,19%. A FGV define a classe média como famílias que possuem renda entre R$ 1.064 e R$ 4.591 (R$ 214 a R$ 923 durante o mês por pessoa).
Acompanhando isso, a pesquisa revela que a pobreza diminuiu. Em 2002, a taxa de "miseráveis e remediados" (que representam as classes "D e E"), como menciona a pesquisa, era de 42,82%. Em abril de 2008, o índice caiu para 32,59%.
A pesquisa da FGV levou em conta dados do Ministério do Trabalho e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


E então? Você percebeu alguma melhora na situação econômica do País? Você acredita e confia nos números da pesquisa?

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