sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Palmeiras sem Valdívia!



A Torcida Verde lamenta a decisão de ontem do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A última tentativa para contar com Valdivia na partida de domingo, contra o Atlético-MG, foi em vão. Na última rodada, precisando de vitória, o Palmeiras joga sem seu principal jogador do ano, "El Mago". No início da tarde da quinta-feira, o STJD fez a revisão da pena do jogador, diminuindo em uma partida a suspensão que era de 5 partidas. Não foi suficiente para que o chileno entrasse em campo na partida decisiva do final de semana.
É curioso que a decisão do STJD foi incompatível com relação aos casos de outros atletas, como o Obina, do Flamengo, e Túlio, do Botafogo.


opinião: Apesar de ter sido expulso corretamente, é injusta a pena de suspensão imposta pelo tribunal. Ó Mago é o jogador mais cassado neste Brasileirão. Todo mundo sabe disso, e ninguém faz nada. A conivência dos árbitros permitiu que por todas rodadas o chileno tenha apanhado de todo jeito: levou pontapés, socos, chutes, carrinhos, cotoveladas, soladas e até joelhadas. Reclamou bastante, é verdade, mas sofreu sem revidar e sozinho. O lance da expulsão foi a gota d'água para ele, um momento em que não aguentou e explodiu. Valdivia vinha sendo cassado durante todo o jogo contra Vasco. Após sofrer falta dura de dois jogadores, levantou e agrediu o Alan Kardec. Foi expulso. Os dois jogadores não receberam nem cartão amarelo.


Agora, a última rodada do campeonato fica sem um dos craques do Brasileirão (que disputa o título em eleição da CBF com Felipe, do Corinthians, e Rogério Ceni do São Paulo).


O chileno apanhou em campo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

STJ considera vínculo de pastor com Igreja relação trabalhista

Uma decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que, apesar de não ser uma relação empregatícia, as atividades que pastores exercem nas Igrejas Evangélicas podem ser consideradas como trabalho.
A decisão ocorreu após um pastor de Santa Catarina entrar com uma ação contra a Igreja do Evangelho Quadrangular, após seu afastamento da instituição religiosa. Ele alegou ter sido excluído após se recusar a apoiar candidatos a cargos políticos, mesmo tendo exercido o ministério por vários anos em diversas igrejas da denominação.
Segundo o STJ exclusão teria sido sumária, sem levar em conta as regras de defesa do pastor, determinadas tanto na Constituição e no Código Civil, como nos estatutos da própria denominação. O pastor pediu indenização pelos anos de serviços prestados e por danos morais.
Agora, o que se pretende é obter retribuição pecuniária pelo tempo que o autor, pastor de igreja evangélica, dedicou à causa religiosa.
opinião:Uma história lamentável e que poderia ter sido evitada. Se a verdade estiver do lado do pastor, a credito que Igreja do Evangelho Quadrangular falhou feio. Não tenho certeza se o caminho (apelar à justiça comum) escolhido pelo pastor foi o melhor, mas que tem muita coisa estranha nessa história, isso tem. Agora, a decisão do STJ gera um bela discussão sobre o real vínculo entre pastores e instituições religiosas. Apesar de considerar o pastoreio como uma vocação e chamado de Deus e não uma simples profissão, acredito que deve existir uma legislação que proteja os ministros de quaisquer arbitrariedades ou perseguições políticas que possam sofrer dentro da instituição a que pertença. De qualquer modo, é preciso muito cuidado ao analisar cada caso, tendo em mente o pensamento "o que Jesus faria se estivesse no meu lugar". Se todos os lados envolvidos neste tipo de conflito pensarem assim, ninguém sairá perdendo ou prejudicado.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Na tarde do último sábado (24/11) estava passando com minha mãe pela Avenida do Estado - no trecho que fica na região da Vila Prudente (próximo à Vila Califórnia, para ser mais exato).

Eram cerca de 15h da tarde e o trânsito estava de tirar a paciência. Com o carro parado, olho para o canteiro central da avenida e o que vejo: Três ou quatro carroceiros, despencando todo o entulho (que devem ter recolhido da casa de alguém que pensa que foi destinado corretamente). Um absurdo! Cadê a fiscalização?!

Não acreditei no que estava vendo. Em pleno sábado à tarde e os sujeitos fazendo aquilo. Depois, descobri que eles sempre fazem isto nos finais de semana à tarde. Alguém precisa fazer alguma coisa. Na hora, fiz o que podia: Peguei minha câmera e flagrei o momento. Vou encaminhar a fotografia para a Subprefeitura, informando a data em que bati a foto e pedir mais fiscalização para evitar que isto aconteça. Veja a imagem:

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Faça sua parte contra a sujeira: Fiscalize!

Conforme decreto da Secretaria de Serviços que regulamenta a coleta, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de construção civil, para atuar em situação regular, as empresas que prestam este tipo de serviço devem ser cadastradas na Limpurb.

As caçambas devem ser identificadas com o nome do proprietário, telefone e o número do cadastro. O problema é que muitas caçambas clandestinas apresentam dados falsos, na tentativa de enganar a fiscalização. Além disso, é proibido colocar as caçambas sobre as calçadas.

Quem vai construir ou reformar, e pretende utilizar o serviço de retirada de entulho, deve consultar no site da Limpurb (http://www.limpurb.sp.gov.br/), a lista com os nomes das mais de 400 empresas cadastradas. Denúncias de irregularidades podem ser feitas pelo 156 ou pelo e-mail limpurbses@sac.prodam.sp.gov.br.

Se nenhuma denúncia der resultado, você pode ir além. Monte uma tocaia num ponto de desova de entulho próximo de sua casa. Faça isso no horário em que os caminhões costuma despejar a sujeira toda. Aproxime-se com cuidado, fotografe e saia rápido (não permita que eles percebam sua presença ou que bateu a foto). Se possível tire mais de uma foto, sempre fotografando de maneira que se veja o logotipo da empresa ou a placa do caminhão. Depois, formalize a denúncia por e-mail, detalhando data, horário e lugar e anexe as fotos no e-mail que deve ser enviado para a subprefeitura local, a Limpurb e o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo (amatarazzo@prefeitura.sp.gov.br). Outros contatos podem ser conseguidos no site da prefeitura (http://www.prefeitura.sp.gov.br/).

Há solução para tanta sujeira

Não faço nem idéia de quantas pilhas de entulho e sujeira vejo diariamente no percurso casa- trabalho, trabalho-casa. É um absurdo! E ninguém faz nada para mudar esta situação. Então, são sempre as mesmas pilhas de lixo (que não param de crescer nunca) nos mesmos locais. Veja este caso da foto, por exemplo, o espaço que está embaixo do Viaduto Pacheco Chaves (Ipiranga-V. Prudente). O local é um antro de imundícies, com muita sujeira, entulho, fogueira e até restos de carros alegóricos de carnaval. De vez em quando, aparece algum caminhão da Prefeitura e retira um pouquinho do lixo, mas é tanto entulho que, neste ritmo, nunca vão conseguir limpar nada lá.

Agora, uma pergunta interessante. Não seria melhor(e mais barato) impedir que o entulho seja jogado nestes pontos? E, afinal, quem faz toda esta sujeira?
Respondo: Somos todos nós.
"Não tenho nada a ver com isso", alguém pode dizer. Mas a verdade é que a maioria do entulho é caseiro, ou seja, são restos de móveis, sofás, cadeiras e até reformas e construções. Muita gente faz isso. E os mesmos que jogam o lixo no local, são os mesmos que reclamam da enchente que aconteceu porque era tanto lixo que entupiu as bocas de lobo e galerias pluviais e de esgoto.

"Mas eu nunca joguei entulho na rua", você pode replicar. Acontece que, numa cidade como São Paulo, onde a corrupção impera, mesmos os cidadãos de bem podem contribuir para a manutenção do sistema da sujeira, isto sem saber.
Explico: Muita gente contrata o serviço de carroceiros, caminhoneiros ou empresas que cobram pra recolher o lixo (entulho, normalmente) de nossas reformas e construções. Estou falando daquelas conhecidas CAÇAMBAS mesmo.
Pois é, quando alguém contrata o serviço destas caçambas, imagina que o entulho será recolhido e levado para um dos 2 aterros sanitários mantidos pela Prefeitura: aterro Bandeirantes e São João. Deveria ser, mas não é isto que acontece.
Como os dois aterros sanitários da Prefeitura dicam em pontos distantes da capital, muitas destas empresas encontraram uma maneira de economizar combustível, tempo e dinheiro. Assim, elas recolhem o entulho na sua casa, viram a esquina e despejam tudo em algum lugar próximo (normalmente são sempre os mesmos pontos).

Para dificultar a fiscalização( que já não existe), eles costumam fazer isto sempre à noite. A Secretaria de Serviços estima que existam na Capital 25 mil caçambas. Entre 40 a 50% delas está em situação irregular e despeja os resíduos em locais não permitidos. Portanto, quando for se livrar do entulho da reforma da casa, exija que a empresa mostre seu alvará ou registro na Prefeitura.

Mesmo assim, perceba que estes são os números da Prefeitura. Eu, pessoalmente, acredito que existam ainda mais. Sem falar que, quem me garante, que todos os regulares jogam realmente nos aterros e cumprem as determinações da administração municipal. A sujeira nesta Cidade se tornou uma indústria, ou melhor, uma máfia que atua tanto na legalidade quanto na ilegalidade. É frustrante para alguém que tem esperança de uma São Paulo melhor.

Como fazer parar aqueles que jogam lixo nas calçadas, na calada da noite? A prefeitura limpa e, no dia seguinte, algum imbecil joga mais lixo ainda no mesmo lugar. É hora de parar com esse jogo de gato e rato, usar a inteligência e agir nas causas do problema!! Para começar, que tal uma campanha maciça educação sobre coleta seletiva e destinação correta de resíduos. Além de diminuir a sujeira, isto teria um impacto imenso na saúde e qualidade de vida das pessoas. Outra coisa importante seria criar um mecanismo na lei que puna severamente quem for pego jogando lixo na rua.

Agora, para acabar com a máfia, só a polícia e a fiscalização da Prefeitura. Estes poderiam fazer "tocaias" nos principais pontos de desova de entulho da cidade. Então poderiam, prender os criminosos em flagrante. Mas porque será que ninguém faz nada disso? Me parece que alguém deve estar lucrando muito com toda essa situação. E eu que não sou.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Muita desinformação sobre o "Caos Aéreo" 2

Agora vamos falar sobre a confusão de informações que a mídia tem gerado na cabeça das pessoas. À exceção do choque entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, nenhum dos outros acidentes aéreos que aconteceram( choque do Airbus A320 da TAM com um prédio e a queda do Learjet da Reali Táxi Aéreo, na Zona norte de SP) teve qualquer relação com o tão falado caos aéreo.
No caso do A320, foram problemas nos freios e outros sistemas de frenagem que resultaram no choque contra o prédio da TAM. Embora eu acredite que já passou da hora de cancelar pousos e decolagens comerciais do Aeroporto de Congonhas - motivado pela absurda proximidade entre prédios e casas do bairro com a pista - não podemos atribuir a culpa do acidente à situação do aeroporto. Centenas de aeronaves semelhantes e maiores do que o A320 já pousaram tranquilamente.
Já no caso mais recente, do Learjet, não temos informações suficientes, porém o mais provável é que o avião tenha sofrido uma pane ou falha mecânica, fazendo com que o piloto tenha perdido o controle da aeronave e não conseguindo virá-la para a esquerda( o lado correto) após a decolagem.
Já no caso do Boeing da Gol, até hoje não se sabe a causa verdadeira que fez as duas aeronaves se chocarem. Alguns especulam falha na cobertura rádio/radar. De qualquer jeito, nada justificaria o piloto ter se desviado da rota( para economizar combustível) e ter desligado o transponder (sofisticado acessório anti-colisão que avisa as aeronaves sobre o perigo e, ainda, indica qual manobra evasiva realizar), aparelho que certamente evitaria o choque.
Portanto, quem conhece um pouco sobre aviação, sabe que os acidentes não tiveram nenhuma relação com o tal chamado "caos aéreo", foram fatalidades causadas por falta de manutenção das aeronaves e/ou erro dos pilotos.

Muita desinformação sobre o "Caos Aéreo"

Talvez o assunto mais discutido e comentado nos últimos 12 meses seja o tal do "Caos Aéreo". Tudo começou com o choque entre um jato Legacy americano e um Boeing da Gol em Setembro de 2006, que derrubou o último na selva de Mato Grosso e matou as 154 pessoas a bordo. O episódio, que até hoje não conhecemos as verdadeiras causas, chamou definitivamente a atenção da população brasileira para a precariedade do setor de transporte aéreo do país. Apesar dos erros cometidos pelo piloto (norte-americano) do Legacy, o caso revelou uma série de falhas na cobertura de radar do território brasileiro, dentre outros problemas que já começam nas comunicações por rádio. O Brasil tem mais de 50 frequências diferentes de rádio para a comunicação entre aviões e centros de controle em terra. Existem ainda "áreas de silêncio", onde o rádio fica inoperantes(sem sinal) por intervalos de até quinze minutos. Da mesma forma, os radares possuem zonas cegas. Como se não bastasse, os aeroportos são deficientes.
Acusados pela mídia brasileira e americana de que o acidente da Gol foi motivado por negligência do controle aéreo, os controladores de voo - na maioria militares - iniciaram no fim de 2006 um movimento por melhores salários denunciando suas péssimas condições de trabalho (a maioria estavam sobrecarregados, controlando mais aviões do que o previsto). Os profissionais nem precisaram fazer greve, apenas seguirão os regulamentos de segurança (reduzindo a quantidade de aeronaves para cada um) para que o caos se estabelecesse nos aeroportos: Atrasos e cancelamentos nos voos, filas enorme e muita gente dormindo nos bancos. Estava estabelecida a crise do setor aéreo brasileiro.
O aumento da presença do tema a "caos aéreo" na mídia brasileira, fez com que a Força Aérea Brasileira (FAB), a Infraero, e os controladores de voô fossem apontados como supostos culpados pela negligência do espaço aéreo e da infra-estrutura. Todos tem sua parcela de culpa, mas é necessário ressaltar a confusão que a criação da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) trouxe para o controle do setor, antes feito somente por militares. Além disso, o problema é agravado pela indefinição em relação à situação profissional dos controladores de voo( alguns são militares e outros são civis). A confusão acontece, pois os militares são proibidos do direito de greve, enquanto nenhuma lei poderia impedir os civis. A situação ficou complicada, quando em maio de 2007, controladores de vôo organizaram um motim em um dos Cindactas.
O tão falado caos aéreo, então abrange 5 problemas originais: a péssima infra-estrutura aeroportuária, as falhas na cobertura-radar e de rádio, a insegurança profissional dos controladores de voo, e a confusão entre militares e civis da Anac.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Falácia por trás da CPMF II



Como somos um blogue democrático, apesar de não compactuar com o movimento, estamos indicando o link da Campanha "Xô CPMF", uma ação da frente Nacional em Defesa da Constituição e pela Extinção da CPMF. Acesse: http://www.xocpmf.com.br/.
RECLAME:
Outra opção, tanto para quem é favorável ou contrário à prorrogação, é acessar a página do senado (http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=1&u=*&p) ou dá câmara dos deputados (http://www2.camara.gov.br/deputados). Nas páginas você encontra uma lista, onde é possível entrar em contato com os gabinetes dos parlamentares que você votou na última eleição e cobrar um posicionamento sobre a questão do imposto mais falado nos últimos meses.
Mande um e-mail para ele dizendo a sua opinião e questionando a dele. Não vai levar mais do que 5 minutos. Se tiver mais cara-de-pau, ligue para o gabinete dele. Provavelmente sua secretária e assessoras vão dizer que ele não poderá atendê-lo, mas ele vai sentir que alguém que votou nele está observando e cobrando. E isto faz um bem danado para a democracia.